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Jogador do Inter recebe punição inédita no Brasil

O zagueiro Bolívar, do Internacional, foi condenado na última segunda-feira a ficar fora dos gramados pelo mesmo tempo que o lateral esquerdo Dodô, do Bahia, levar para se recuperar de uma ruptura no ligamento cruzado de seu joelho esquerdo. A lesão aconteceu graças a um pisão aplicado pelo zagueiro colorado em Dodô na partida entre [...]

29 de novembro de 2011

O zagueiro Bolívar, do Internacional, foi condenado na última segunda-feira a ficar fora dos gramados pelo mesmo tempo que o lateral esquerdo Dodô, do Bahia, levar para se recuperar de uma ruptura no ligamento cruzado de seu joelho esquerdo. A lesão aconteceu graças a um pisão aplicado pelo zagueiro colorado em Dodô na partida entre Inter e Bahia no dia 16 de novembro.

Apesar da força desnecessária empregada no lance, que deve deixar Dodô fora dos gramados por seis meses, o árbitro Paulo César Oliveira não julgou a entrada como faltosa e deixando de marcar pênalti a favor dos baianos. Em vista da ausência de punição dentro de campo o presidente do Internacional, Giovani Luigi, lamentou a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Para o dirigente colorado, o STJD supervalorizou um lance comum.

Foto: R7

Em decisão inédita no futebol brasileiro, o STJD enquadrou Bolívar no artigo 254 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) por “jogada violenta”, que resultou em suspensão por quatro jogos. Porém, o terceiro parágrafo deste artigo complicou o atleta. O texto diz que “a hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitado o prazo máximo de 180 dias”.

Ainda há a possibilidade de o Internacional recorrer da decisão e o presidente Giovani Luigi prometeu que isso será feito em no máximo dois dias. O intuito colorado é o de conseguir ao menos um efeito suspensivo para que Bolívar participe da partida contra o Grêmio, no próximo domingo, no Beira-Rio.

 

Fábio Calaça

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