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Suspeita de dopping coletivo na Série C do Goianão

A Terceira Divisão do Campeonato Goiano está longe de aparecer sob os holofotes do interesse do espectador, no entanto, um caso um tanto peculiar acabou fazendo com que as atenções se voltassem para a “terceirona”. Trata-se de uma suspeita de dopping coletivo. A diretoria do Evangélica, equipe que disputa a Série C do Goiano, denunciou [...]

1 de novembro de 2011

A Terceira Divisão do Campeonato Goiano está longe de aparecer sob os holofotes do interesse do espectador, no entanto, um caso um tanto peculiar acabou fazendo com que as atenções se voltassem para a “terceirona”. Trata-se de uma suspeita de dopping coletivo. A diretoria do Evangélica, equipe que disputa a Série C do Goiano, denunciou na delegacia de Paraúna, Goiás, que o preparador físico do time, Marcelo Froeder, teria dopado os jogadores antes da partida do último domingo, contra o Aparecida, no Estádio José Pereira de Souza.

Foto: Blog Marcelo Froeder

Na ocasião da partida, os jogadores do Evangélica teriam sido medicados por Froeder antes de entrarem em campo. O jogo foi vencido pelo Aparecida, que goleou por 5 a 0. O que chama atenção, no entanto, é o fato de que o Evangélica até então estava invicto na competição. Em entrevista à rádio 730 am o diretor de futebol da equipe de Paraúna, Clóvis Santos, afirmou que o desempenho de seus atletas estaria ligado à medicação administrada antes do jogo. Segundo ele, já foi feito um boletim de ocorrência junto à polícia de Paraúna.

O dirigente acusa o preparador físico de negociar o jogo com uma pessoa ligada ao Aparecida. Os jogadores do Evangélica farão exames na Polícia Civil em busca de uma prova do uso de alguma substância dopante. “Os jogadores não conseguiam enxergar mais que dois metros. Alguns tiveram taquicardia. O Alcir nem teve condições de jogar,” denunciou o diretor de futebol do Evangélica. A polícia local está analisando o caso. O preparador físico, que já trabalhou com Goianésia e Nerópolis, foi demitido.

 

Fábio Calaça

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